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"Espaço Recortado, Tempo Paralisado"

A fotografia é um produto técnico criado pela sociedade ocidental e que serviu de suporte ideológico na busca daquela que foi considerada a representação perfeita do real. Entre os vários usos e funções da imagem fotográfica, um dos mais facilmente reconheciveis é o de funcionar como metáfora da memória. É inegável a capacidade da imagem fotográfica em suscitar recordações. O tema do fascinante e enigmático reino da memória e a forma como criamos a nossa identidade pessoal ao longo do tempo, apoiada nos nossos arquivos fotográficos, foi a premissa conceptual para a minha tese de mestrado.


”A memória é informada pela fotografia projetando momentos insubstituíveis, recordados e interpretados de forma única pelos detentores dos respetivos arquivos”

Obrigada a todos os que partilharam comigo as suas fotografias e a vida que existe nelas, e por me ajudarem a materializar este tema que me apaixonou desde o primeiro minuto. O trabalho foi idealizado para ser uma instalação, mas transforma-se agora num pequeno vídeo de 14 mnts. 


Capítulo I: INTRODUÇÃO

“No primeiro casamento que fotografei, a mãe do noivo recebeu-me na sua sala cheia de molduras e mostrou-me a fotografia dos bisavós, dos avós e finalmente a dos pais, todas no dia do casamento. Percebi que não estava apenas a registar um casamento, mas a continuar uma história, a acrescentar a um álbum de família, a preservar a memória da história daquelas famílias.”

Capítulo III: O ÁLBUM DE FAMÍLIA

“O álbum é como um grande arquivo no qual os seus usuários e descendentes organizam não apenas fotografias, mas as suas histórias de vida.”  “A fotografia pode então ser uma reprodução de um recorte de alguma coisa existente, mas, frequentemente, é mais uma reprodução do que o retratado e o fotógrafo quiseram que ela fosse.”

Capítulo IV: FOTOGRAFIA E IMAGEM DA MEMÓRIA

“É através do nosso conceito de passado que somos capazes de nos comunicar e de criarmos a nossa própria identidade.”; “A mesma fotografia poderá ter múltiplas narrativas quando descrita por diferentes intervenientes.”; "Mas o que escolhemos lembrar e como podemos reforçá-lo?”

Capítulo V: REFERÊNCIAS VISUAIS DA IDENTIDADE NO RETRATO DE FAMÍLIA

“Fotografar revela o fascínio pela mágica possibilidade de traduzir a matéria-prima das nossas experiências passageiras em objetos tangíveis.”; “Todas as fotografias são construções de como gostaríamos de ver o mundo e como escolhemos lembrar-nos dele.”